
A voltar para casa hoje dentro do autocarro (ônibus) estava preso com o olhar fixo numa beldade em pé bem na minha frente, com um charme alucinante e fui deixado em um universo paralelo aquele lugar. Acontece que desde que li o livro do Patrick Süskind fiquei com uma paranóia pelos cheiros das coisas e estranhamente, mesmo antes disso, não era muito chegado a perfumes, adoro o cheiro natural das pessoas. Quando levantei para descer em minha paragem (parada) fiz questão de chegar perto, bem perto (calma! não queria fazer a linha tarado) foi apenas para sentir seu cheiro. Pasmem, era... como posso dizer... cheiro puro, sem uma gota de perfume mas também sem mau odor, um suor natural, cheiro de corpo mesmo, inevitavelmente olhei para suas mãos (outro fetiche) , fiz um raio x do corpo inteiro e saltei com os feronômios a flor-da-pele. Deve ser porque hoje é sexta-feira ou por eu ser uma espécie de Jean-Baptiste Grenouille light dos novos tempos. Vai saber o tamanho da minha panca.
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