terça-feira, 2 de Fevereiro de 2010

 

Dia de sol e banho de mar na Península...



Canto Ao Pescador

Jogou sua rede
Oh, pescador!
Se encantou com a beleza
Desse lindo mar
Dois de fevereiro
É dia de Iemanjá
Levo-te oferendas
Para lhe ofertar
E sem idolatria
Olodum seguirá
Como dizia Caymmi
Insigne o homem cantando a encantar

Minha jangada vai sair pro mar
Vou trabalhar meu bem querer

Sei que o mar da história é agitado
E o Olodum a onda que virá
Em forma de dilúvio vem me despertar, amor
Em forma de dilúvio vem exterminar

Com seqüelas racistas
E trazendo ideais de amor e paz
Oloxum, Inaê, Janaína
Mara, Mara, Mara, Marabô, Caiala
Sobá

Viaja, ê
Se baila
Me leva, Olodum, em tua onda
Que eu quero ir (viajar)

Olodum, navio negreiro
Atracou em Salvador

Trouxe a música emitindo ideais da negra cor
E hoje exalta o mar, condutor da embarcação
E hoje exalta o mar, condutor da embarcação

Viaja, ê
Se baila
Me leva, Olodum, em tua onda
Que eu quero ir (pro mar)

Minha jangada vai sair pro mar
Vou trabalhar meu bem querer

Se Deus quiser
Quando eu voltar do mar
Um peixe bom eu vou trazer
Meus companheiros também vão voltar
E a Deus do céu vamos agradecer

(e as flores eu levei)

sábado, 16 de Janeiro de 2010

 

Vale o que vale

video

Eu esperei esse filme como quem espera Jesus. Recomendo pela forma como foi filmado e editado, direcção de arte impecável, Sophia Loren no ecrã, locação lindas, um elenco do cacete e assinatura do homem por trás de Chicago, Rob Marshall.

Mas não espere nada da história ou das musicas, isso me decepcionou um pouco mas vou voltar a assistir no cinema pra tirar a dúvida.

quarta-feira, 6 de Janeiro de 2010

 

Tou de volta, tou barbudo, tou com medo!



2009 Foi tão estranho e cheio de coisas pouco interessantes que mesmo tendo acabado de forma positiva na minha vida me deixou sem saber se foi muito mal ou muito bom. De uma coisa é certa começou muito esquisito e o primeiro semestre foi um verdadeiro deus nos acuda mas de Junho até Dezembro foi só coisa boa e esse post de volta é uma espécie de lista retrospectiva de tudo que aconteceu nos últimos seis meses…

• A terapia fez efeito
• Descobri que o coração as vezes dá voltas
• Que estas voltas trazem surpresas
• Que agora posso ir e vir sem problemas
• Que amo muita gente apesar de não dizer e demonstrar
• Que fazer teatro mesmo que comercial é melhor que servir as mesas
• E o mais importante que não preciso de droga para ser feliz

Setembro, Outubro e Novembro foi uma loucura para montar As malditas aqui em Lisboa, Luiz Navarro o responsável pela minha entrada no teatro veio de Pernambuco para a estreia, e talvez com a desculpa de podermos recebe-lo juntos eu e o Nuno estivemos como que a morar juntos, foi uma experiencia bacana, e na sucessão de acontecimentos Ele viaja e fico com o Luiz em casa dele, depois da partida do Luiz foram quatro dias sozinho a cuidar da gata e mal ele voltou fui a Geneve passar meu aniversário (18 anos) e o natal com meu querido amigo Carlos Augusto. Voltei dia 29 e como já era praticamente passagem de ano, ao invés de vir para cara eu fui para os braços do meu amor, que por sorte cuidou de mim por causa de uma gripe que só agora esta a querer me dizer adeus. Hoje depois de dois meses e meio sem vir a minha casa, volto de mala e cuia com a barba um pouco mais rija, preocupado com as catástrofes climáticas que andam a acontecer pelo mundo e com uma vontade enorme de amanhã mal o galo cante eu acorde e renove os espaços das minhas gavetas, jogue tudo que for desnecessário, abra espaço paras coisas boas que eu sei que vêem por aí e sobretudo que faça de 2010 um ano euforicamente diferente.

quarta-feira, 7 de Outubro de 2009

 

Um espectáculo que não diz ao que veio.


Hoje fui ao Politeama ver a versão do La Féria do "Piaf" de Pam Gems ...

Não entendo esse meio aqui em Portugal, ainda não vi um musical que me tocasse, é tudo comercial, feito para encher a sala, não para emocionar.


Na entrada a primeira coisa que me chocou foi ver o próprio Filipe La Féria atrás de um balcão a autografar programas do espectáculo e a vende-los a três euros como quem vende um cacho de bananas na feira do relógio, a gritar feito uma cigana rouca.


Lá dentro uma sala bem equipada, som, luz e uma beleza sem igual para quatrocentas cadeiras que parece um teatro de bolso feito para uma corte antiga.


De todos os musicais feitos por ele, esse é o melhorzinho. Sem muita pluma, sem bailarinas de perna de fora, nem sobe e desse casas, aparece escadas ou surgir do tecto paredes tão corriqueiras em suas obras. Um espectáculo simples, sem grandes efeitos ou emoção, tudo plástico. As pessoas em cena apenas cantam, ou dançam, não há sentimento em suas falas, parecem um bando de pessoas que adoram dançar e soltar a voz e usam os textos apenas para separar uma música e outra. Não passam verdade, nem sequer preocupam-se com isso.

O texto cospe os factos da vida da cantora como que um resumo de um jogo de futebol. As personagens são interpretadas como se fossem extraídas de uma revista, Toine sua melhor amiga parece uma peixeira, Marlene Dietrich um travesti cheio de botox na cara e muita laca na peruca. Marcelle o grande amor de Edith Piaf entra em cena e dez minutos depois morre, não mostra a importância que teve na vida dela é apenas uma das cuspidas que o texto escarra na cara de quem estiver na primeira fileira, Charles Aznavour entra na historia só para destruir a musica La Bohème, a primeira parte ele canta a cento e vinte por hora, o resto enrola a plateia no lá lá lá...


A plateia é um show a parte, aplaudem tudo de se movimente pra fora de cena, as senhoras conversam em voz alta como se tivessem a comentar um desfile de escola de samba e sem falar em carteiras de velcro que abrem-se a toda hora e mais palmas para quem volta a entrar ou sair novamente de cena. A protagonísta é feita por duas actrizes hoje vi a Sónia Lisboa que deve ser uma óptima actriz para musicais se bem encenada e se entender que precisa passar emoção para quem a ver.


Algumas coisas boas, umas marcações e soluções cénicas interessantes mas usadas em demasiado durante duas horas, uma coisa é você ficar encantado com o efeito de um canhão e a silhueta de uma personagem numa cortina de veludo vermelha durante uma cena e outra coisa é ela ser usada de dez em dez minutos.


Saí de lá meio triste e fiquei imaginando como os fãs do "pardal" não se sente ao ver a historia da Diva francesa ser transformada numa revista portuguesa, sem falar na própria que deve estar a se revirar no túmulo toda noite quando sobe o pano no Politeama.

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segunda-feira, 21 de Setembro de 2009

 

Sinais

Ainda estou vivo... sem grande inspiração para escrever mas vivendo alguns momentos singulares na vida... como numa espécie de poema ainda não concluído por isso ainda não publicado... mas cá estamos.

quarta-feira, 12 de Agosto de 2009

 

Aí ele me sai com essas de novo.

Meu colega de trabalho, aquele que eu já o inclui nessa etiqueta por causa do corcunda de Nostradamus estava comentando que entrou num Ginásio e me sai com:

Vou no El corte inglês hoje comprar uns suprimentos pá ajudar...

Começa uma discussão sobre poder e ele arremata:

Você não tem Cacique para mim!


Vou sentir muita falta desses momentos.

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Minha Carteira e Eu.


Já a perdi uma mil e quinhentas vezes. Uma vez saí da discoteca pra fumar um cigarro e acabei por debandar com uma turma para uma outra balada e só no outro dia dentro de uma piscina é que lembrei que tinha deixado o casaco no bengaleiro da primeira. O detalhe é que isso aconteceu num sábado e a casa nocturna só reabriria na sexta-feira seguinte. Passei uma semana sem chaves, a bendita carteira, sem lenço e sem documento. Uma vez, mais uma vez saí de outra pista de dança pra fumar um cigarro e deixei-a em cima de um caixote de lixo. Voltei pra farra, dancei mais uma duas horas, e já depois de está numa esquina a conversar é que lembrei de verificar se estava com ela, a sorte é que de madrugada passa pouca gente pelo submundo do Príncipe Real... em fim, o Bruno diz que eu odeio meus objectos pessoais.

Sábado ela voltou a por-me numa situação embaraçosa. Ao sair da casa do Robson constato que ela sumiu outra vez, procuro até dentro do sapato (vai saber o porque que ela se esconde) mas não a encontrava. Ligo para ele e peço que a procure. Nada. Ele joga a chave do carro pela janela do segundo andar e lá estava ela, debaixo de um acento.

Depois de ouvir pela milionésima boca que eu vivo perdendo as coisa jogo a chave para que ele a segure. Óbvio que isso não acontece (como já era de se esperar) e fica presa na janela da vizinha do primeiro andar (detalhes: A vizinha está de ferias e eu atrasado pro trabalho).

Nesse instante passa um senhor, deficiente físico, com duas muletas canadianas. Eu muito educadamente pedí uma delas emprestadas e óbvio que o pobre coitado xingou-me com toda sorte de palavrões que conseguiu lembrar. Expliquei a situação e ele muito gentil apoiou-se no carro, passou-me uma muleta. Eu subo no tecto do carro e arranco com força as chaves como se a culpa fosse delas e não minha.

Robson assistia da janela com um misto de nervosismo, piada e choque. Agradeço ao senhor e saio disparado rua a baixo com um misto de vergonha e atraso. cheguei na paragem ao mesmo tempo que o autocarro. Passei o resto do dia rindo da minha própria cara.

Parece piada mas pode perguntar a ele. Se ele tiver coragem deve contar com os detalhes panorâmicos da história.

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